Browsing by Subject Direito de propriedade
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| Issue Date | Title | Resume | Author(s) |
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| 2020-10 | Corte Interamericana de Direitos Humanos : caso Comunidades Indígenas membros da Associação Lhaka Honhat (“Nossa Terra”) vs. Argentina | Este texto tem como objetivo comentar a recente decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, datada de 6 de fevereiro de 2020, no caso das Comunidades Indígenas “Miembros de la Associación Lhaka Honhat (Nuestra Tierra)” vs. Argentina. Trata-se de um caso de suma relevância para o desenvolvimento do Sistema Interamericano, pois, diferentemente de outros casos envolvendo comunidades indígenas, volta-se à proteção não apenas de direitos civis como o direito à propriedade comunitária, mas também direitos econômicos, sociais e culturais, em especial a identidade cultural, o meio ambiente sadio, a alimentação adequada e a água, fundando-se no artigo 26 da Convenção Americana, o qual lhes confere justiciabilidade, e no princípio iura novit curia. Dessa forma, destacam-se os argumentos mais relevantes levantados pela Corte em sua decisão – tanto positivos quanto negativos. Conclui-se, ao cabo, que a reparação ordenada pela Corte é de extrema relevância para a evolução do Direito Interamericano. | Squeff, Tatiana Cardoso.; Rosa, Marina de Almeida. |
| 2020-07 | A (in)constitucionalidade da apreensão de veículo automotor por não pagamento de IPVA: uma análise à luz do princípio do não confisco e da proteção do direito à propriedade | O presente artigo tem por escopo problematizar a (in)constitucionalidade da apreensão de veículo automotor por não pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), fazendo-se uma análise à luz do princípio do não confisco e do direito à propriedade. Na abordagem, discorre-se sobre as principais características do IPVA; sobre o princípio do “não confisco” e seu alcance semântico; para, por fim, questionar-se a legitimidade constitucional na medida coercitiva estatal adotada naqueles casos em que o contribuinte, sujeito passivo da relação tributária, deixa de recolher o imposto respectivo (IPVA). | Broeto, Filipe Maia. |
| 2020-10 | O patrimônio cultural. Nacionalismo, mundialismo e “comunionismo” | O artigo trata da proteção ao patrimônio cultural – seu propósito e autonomia – a partir de um olhar crítico a respeito do avanço do desempenho econômico em detrimento da proteção e da valorização do patrimônio cultural como um bem de status especial. | Morand-Deviller, Jacqueline. |
| 2021-01 | O Projeto de Lei 74/1875, de José de Alencar, e a atualidade do debate sobre domínio público no Direito de Autor | O presente artigo busca analisar o Projeto de Lei 74, de 07 de julho de 1875, do escritor e deputado José de Alencar (1829-1877), que pretendeu a transmissão hereditária – sem qualquer limitação de tempo – dos direitos patrimoniais de autor, sob o argumento de que a “propriedade literária e artística” merecia o mesmo status de perpetuidade da propriedade (móvel e imóvel) estudada pelos civilistas. O referido projeto de lei, a despeito de não ter sido aprovado ou sequer debatido na Câmara dos Deputados, continua apto a fomentar uma controvérsia entre flexibilistas e conservadores. Seria a denominada “propriedade intelectual” uma propriedade? Persiste uma corrente doutrinária, de visão proprietarista, que pleiteia sucessivas dilações de prazo dos direitos patrimoniais de autor, com o intuito de postergar, ao máximo, a caída em domínio público de obras intelectuais. Está na ordem do dia, portanto, a reflexão sobre o equilíbrio entre interesse privado (de autores, sucessores e cessionários no exercício do direito de exclusividade) e interesse público (da coletividade no exercício do direito à cultura e à informação). | Moraes, Rodrigo. |
| 2020-07 | A propriedade funcional e o significado ecológico da apropriação privada na ordem constitucional brasileira | Esta pesquisa teve como objetivo investigar o sentido de propriedade contido na fórmula bem de uso comum do povo, definida pela Constituição brasileira de 1988. Utilizando-se do método indutivo e de pesquisa bibliográfica, considerou-se que um significado de propriedade compatível com a condição de bem de uso comum é aquele que considera que a propriedade deva, além de proteger liberdades, ser funcionalmente comprometida com a manutenção dos processos ecológicos essenciais. O trabalho ilustra que a contribuição oferecida pela jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) demonstra que um conteúdo coletivo para a propriedade não é desconhecido dos sistemas jurídicos contemporâneos. Da mesma forma, sustenta que a apropriação dos espaços com significado comum também favorece um sentido de liberdade que se denomina generativa. Esse sentido de liberdade justifica que, em detrimento de se favorecer o extrativismo, no modelo de propriedade/proteção de liberdades, tem-se em foco, no artigo 225, caput, da Constituição brasileira, a afirmação de liberdades que deve atender, entre as diversas funções também por ela designadas, a integridade dos sistemas naturais e de seus processos ecológicos essenciais. Dessa forma, demonstrou-se que a afirmação de um conteúdo jurídico de propriedade que seja útil para a proteção da natureza pode ser alcançada pela transformação de seu significado e não necessariamente por novas proliferações normativas, favorecendo-se um sentido de destinação funcional. | Schwendler, Jaqueline Sousa Correia.; Ayala, Patryck de Araújo. |
| 2020-10 | O reconhecimento do direito ao meio ambiente pela Corte Interamericana em Lhaka Honhat vs. Argentina | O Sistema Interamericano de Direitos Humanos vem desenvolvendo o direito ao meio ambiente nos últimos anos. A Corte Interamericana, especificamente, reconheceu o direito ao meio ambiente como direito fundamental e diretamente sujeito à jurisdição da Corte em uma opinião consultiva de 2017 e, pela primeira vez, em um caso contencioso, em 2020. Esse artigo explora, precisamente, a evolução desse reconhecimento pela Corte e suas consequências para a implementação do direito ao meio ambiente na região. | Tigre, Maria Antonia. |
| 2021-01 | Revisitando o instituto do tombamento | Necessidade de revisão do instituto do tombamento. Disciplina legal anterior à vigente Constituição Federal. Entendimentos doutrinários e jurisprudenciais atuais. Análise das principais questões referentes ao tombamento. Competência comum dos entes federativos para o tombamento. O fundamento jurídico do tombamento é a função social da propriedade. O tombamento é ato vinculado, desde que presentes os interesses culturais que justificam a restrição do bem a ser protegido. Ausência do direito do proprietário do bem tombado à indenização em razão do tombamento, salvo se comprovado prejuízo. O tombamento não pode se destinar a substituir as medidas urbanísticas de competência do município. | Nakamura, André Luiz dos Santos. |
| 1839 | Traite du domaine de propriété, ou, De la distinction des biens : considérés principalement par repport au domaine privé | - | Proudhon, P.-J. (Pierre-Joseph) |
| 1840 | Traité de la séparation des patrimoines : considérée spécialement à l'égard des immeubles | - | Blondeau, Jean-Baptiste-Hyacinthe |